miércoles, 18 de septiembre de 2019

Mesmo longe, lutamos pelo Brasil

Um breve relato sobre a manifestação "Lute pela Amazônia" realizada em Barcelona no dia 7 de setembro pelo grupo de mulheres brasileiras que lutam contra o fascismo em Barcelona

O ato “Lute pela Amazônia”, convocado pelo coletivo Mulheres Brasileiras Contra o Fascismo, estava previsto para começar às 18h. Algumas companheiras já estavam ali, quando cheguei às 17h30. Para mim, foi a primeira experiencia apoiando mais diretamente o coletivo, que eu conhecia de já haver ido a outras manifestações, como quando do assassinato de Marielle Franco e da manifestação do Elenao! contra a eleição de Jair Bolsonaro. Dessa vez, 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, estava ao lado de delas de novo, na mesma praça, agora protestando contra outro absurdo: as queimadas propositais na Amazônia que seguem até hoje, desde que “o dia do fogo” foi convocado por fazendeiros locais. 

A praça estava toda tomada por andaimes dos palcos que estavam sendo construídos para as celebrações do Dia Nacional da Catalunha, no dia 11. Pensei por um instante que não íamos ter como organizar o ato por falta de espaço, já que por ali também circulam um enorme número de turistas. Mas um lugar junto às obras foi encontrado e as meninas rapidamente começaram a fazer a manifestação acontecer, espalhando cartazes para todos os lados, com uma faixa enorme do coletivo na parte central. 




Como brasileira há um ano e sete meses longe de casa, e ativista contra todo o tipo de opressão há muitos anos, é bom experimentar essa cumplicidade entre pessoas tão seguras da justeza da causa que as levaram até ali. Ao meu lado, mulheres brasileiras de várias regiões do país, com suas identidades e sotaques próprios. Lembro que Dai chegou comentar que lhe custava vestir a cor da roupa escolhida para a manifestação – preta, em contraste ao verde amarelo pedido por Bolsonaro. E sorridente explicou que, como era sábado, a sua orixá exigia outra cor. Brasis estavam, seguramente, representados naquele espaço, e denunciando, na gringa, uma situação de extrema violência extrativista que ainda não acabou, como ainda chegam os relatos diretamente do Brasil.


A manifestação começou quase que pontualmente às 18h. Dai Sombra, Rose Lopes, Gabriela Marques e Gabriela Sarmet, conduziram. As meninas seguram qualquer apresentação. São carismáticas, empáticas e coordenadas. Leram o manifesto do ato em espanhol e português – e chamaram as falas dos manifestantes e das entidades de apoio. 


"Estamos vivendo uma tragédia ambiental sem precedentes. Os incêndios, que estão arrasando a floresta amazônica há cerca de um mês, têm um forte impacto, principalmente, sobre a biodiversidade e a vida das populações locais, como as indígenas, seriamente ameaçadas. Além disso, segundo especialistas, poderão causar mudanças climáticas irreversíveis em todo o mundo."

(Trecho do manifesto Lute Pela Amazônia, lido em português por Gabriela Marques e em espanhol por Gabriela Sarmet)

O manifesto teve a adesão de 25 entidades e coletivos. Em seu final, faz uma convocatória clara a todos os europeus, para que não tolerarem mais as bravatas da extrema direita, na figura "de um presidente totalmente despreparado", e que se acabe com o consumismo desenfreado nos países enriquecidos. Muita gente estava atenta e entendeu o sinal.


Em seguida à leitura do manifesto, a integrante do MBCF e deputada pelo partido Esquerda Republicana Catalã (ERC), Maria Dantas, explicou em catalão que queria se dirigir, naquele momento, aos brasileiros que ainda apoiam o governo Bolsonaro e leu um texto de Davi Lima Verde, que dizia que os apoiadores serão lembrados não só como aqueles que legitimaram ações racistas, homofóbicas, misóginas e contra os direitos humanos, mas também "como quem compactou com o assassinato e sofrimento dos povos da Amazônia". O recado do grupo estava claramente dado. Definitamente, era a único possível para o 7 de setembro de 2019. 


Algumas organizações enviaram representantes que falaram ao público, manifestaram preocupação e solidariedade à situação do Brasil, como o coletivo Brasil-Catalunya, os partidos catalães da CUP, Esquerra Republicana e o Partido Socialista, além da Fundação de Ajuda e Promoção às Culturas Indígenas. Companheiros da Bolívia também contaram sobre os incêndios na amazônia boliviana. A força da floresta é tão grande que inspira depoimentos assim e vai além do interesse dos grupos organizados. Muitos dos que estavam na manifestação eram brasileiros assustados com a proporção que os incêndios tomaram, sem contar o sem número de curiosos que paravam para escutar o que se falava. O ato mostrou que, sim, a denuncia internacional é parte do processo de mudança, seja ele rápido ou não.





Às demais manifestantes do coletivos que não falaram coube um trabalho de bastidor fundamental: toda a manifestação foi registrada em vídeo e uma faixa composta especialmente para o ato foi segurada, aos pares, ficando visível por mais de duas horas ao público. A mim coube tirar fotos do ato e escrever esse breve relato que espero que anime a mais gente a participar das próximas manifestações. Razões recebemos quase que diariamente do irrefreável e autointulado Capitão Motosserra. Ojalá pressões como essas ajudem a dar outro destino à Amazônia e ao Brasil.







Aline Bonacin, ativista contra as opressões.



domingo, 3 de marzo de 2019

Logros - Ajuntament de Barcelona aprueba Propuesta de Resolución contra el gobierno de Bolsonaro

Ajuntament de Barcelona aprueba Propuesta de Resolución contra el gobierno de Bolsonaro, el 14/11/18











Artículo - Uso estratégico de los medios de comunicación: una pieza clave para la victoria

Por Maria Badet y Patrícia Cassemiro

Uso estratégico de los medios de comunicación: una pieza clave para la victoria

Desde el resultado de las elecciones presidenciales en Brasil, día 29 de octubre de 2018, nosotros los brasileños residentes en el exterior recibimos muchos abrazos solidarios e incrédulos con la elección de Jair Bolsonaro. Y siempre aparece la pregunta: ¿cómo ha podido pasar eso? ¿Cómo pudo la gente votar en este candidato? Sin duda una de las claves para responder a esta pregunta pasa por la comunicación. Y cuando decimos comunicación, no solo nos estamos refiriendo a la idea tradicional de grandes medios de comunicación, sino también al entendimiento del papel que juegan todos los procesos comunicativos, desde las comunicaciones interpersonales hasta el uso de las nuevas tecnologías.
Por tanto, el análisis no comienza en la campaña presidencial. Al contrario. El análisis comienza años atrás cuando la conocida BBB (Bancada da Bala, Biblia e Boi) se fue fortaleciendo día a día en las diferentes estancias del poder, tanto a nivel municipal, como estadual y federal. Los discursos proferidos por los representantes de estos grupos ganaron mucho espacio mediático en los medios hegemónicos y tenían reductos concretos para perpetuar y fortalecer sus anhelos.
Entre estos reductos podemos destacar el papel de las iglesias, donde los pastores y padres, con discursos de defensa de los valores de la familia y de la tradición, alimentaron y alimentan discursos básicos y apelativos. A partir de estos discursos, presentaron las figuras que podían salvar Brasil de todo mal, de los comunistas y de las personas que huyen de la lógica de familia heteronormativa y tradicional. Fue así que terminologías sin sentido e infundadas, como la tanto usada “ideología de género”, fueron ganando la boca de mucha gente que reprodujo, sin menor conocimiento, la cartilla que les fue mostrada. Fue así que mucha gente de bien fue comprando un discurso radical de derechas. Fue así que muchas fake news tuvieron su espacio garantizado para perpetuarse durante la campaña presidencial, pues muchos ya habían comprado e incorporado aquel discurso y precisaban solo de un empujoncito para pasar la "noticia" hacia adelante.

Imagen de la nube
Otro aspecto relevante para entender como el actual presidente llegó al poder es analizar sus estrategias de campaña. Bolsonaro utilizó estrategias similares de uso de las redes sociales y oposición a los grandes medios de comunicación, de forma similar a como hizo Donald Trump, asociado a estrategias de comunicación frecuentemente utilizadas por regímenes dictatoriales como clave para el resultado. Por cierto, las estrategias fueron muy bien pensadas y aplicadas para el objetivo que tenían, aunque desde el punto de vista de la transparencia, ética y respeto a las leyes electorales varias sospechas estaban en el punto de mira de la justicia, principalmente las acusaciones de recibo de más de 12 millones de reales de empresarios para propagar fake news vía whastapp.
Comunicar es saber a quien dirigimos el mensaje  y la mejor forma de saber pasar nuestro recado. Por lo tanto, Bolsonaro apeló al discurso populista y utilizó el descontento de muchos brasileños como las acusaciones de corrupción del Partido de los Trabajadores (PT) y los problemas de seguridad pública en el país para diseminar discursos antidemocráticos y autoritarios como el Salvador da Patria. Además, construyó la imagen de ser un Mesías (su nombre del medio), o sea, un legítimo Salvador de la Patria y gran pilar de la ética y lucha contra la corrupción. ¡Listo! Con este escenario montado y un gran electorado ya bien trabajado años atrás en las iglesias y otros reductos, bastaba fomentar a los indecisos ya sedientos y ansiosos para ver la alternancia de poder.
Otro punto importante del juego fue la relación del candidato con los grandes medios de comunicación. Desde el principio optó en huir del script y, asesorado por el ex estratega de la Casa Blanca Steven Bannon, que trabajó con Donald Trump, optó por una relación hostil con grandes vehículos de comunicación. Ya en su primera entrevista de campaña en el Jornal Nacional (telediario de mayor audiencia de Brasil) hizo amenazas a uno de los periódicos de mayor credibilidad del país (Folha de São Paulo). Y fue así durante toda la campaña. Ataques y amenazas a periodistas y medios de comunicación, siendo sus perfiles en las redes sociales sus principales medios de comunicación con sus electores. Optó por no conceder entrevistas a grandes medios de comunicación y por no comparecer en debates. Una estrategia inteligente, pues la figura mítica construida podría ser fácilmente deconstruida en un debate más profundo, incluso porque en las pocas entrevistas que dio, quedó claro que no tenía conocimientos profundos sobre muchos puntos claves para la política nacional.
Después de ser elegido, la relación con los grandes medios de comunicación sigue en la misma línea, siendo su primera rueda de prensa como presidente electo con periodistas escogidos a dedo. La ceremonia de toma de posesión presidencial marcada por una estructura y trato de los medios distante y limitado, que fue objeto de crítica de corresponsales nacionales e internacionales.

Discurso en que Bolsonaro promete cortar el presupuesto publicitario de su gobierno.
Foto: NELSON ALMEIDA/AFP
Bolsonaro presentó a Brasil una nueva forma de hacer campaña política pensada para nuevos tiempos, pero que devolvió el país hacia tiempos antiguos. Tiempos en que los derechos humanos y la libertad de expresión vuelven a estar en juego.

Leerlo en el boletin nº1 del 2019

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Por Patrícia Rocha Domingues

(Des)gobierno de la intolerancia: vidas LGBT en riesgo

“Bolsonaro ganará para extinguir a los maricas, esa gente sucia tiene que morir”. Fue lo que escuchó la transexual Julyanna Barbosa el día anterior a las elecciones, después de ser pateada y golpeada con palos en Rio de Janeiro.
Dos días después, lo que sería una simple conversación de taxi resultó en amenaza de muerte por parte del conductor. Al ser preguntado sobre su visión política, Elói contestó que, por ser LGBT, tenía miedo por el nuevo gobierno; a lo que le siguió un sermón bíblico, una agresión y una amenaza de empujarlo afuera del vehículo en velocidad.
La noche siguiente, una pareja de lesbianas denunció a la policía la recepción de una carta con amenazas y un suástica. El remitente se identificó como integrante del Movimiento Homofobia Ya y el texto afirmaba que el barrio “no acepta actitudes inmorales” y que si la pareja no se marcha el movimiento “tomará justa acción”.
Un estudio de la Agencia Pública, en conjunto con Open Knowledge Brasil, demuestra que hubo por lo menos 70 ataques de apoyadores de Bolsonaro entre los primeros diez días de las elecciones; en el cual las víctimas eran mayoritariamente LGBTs, negras y mujeres. Entre esas agresiones, algunas resultaron en muerte, como el caso de Cacá, un peluquero de 57 años, que fue muerto a golpes en su propia casa en Curitiba después de encontrarse con un hombre que conoció por aplicativo. El mismo, con el celular de la víctima, pasó a enviar mensajes por WhatsApp de “viva Bolsonaro” a los amigos de Cacá.
Es de conocimiento general que la sociedad brasileña siempre ha sido homofóbica. Datos del Grupo Gay da Bahia (GGB) apuntan que a cada 19 horas una persona LGBT es muerta en Brasil, configurando el país que más mata LGBTs del mundo. Solo en 2018, alrededor de 420 muertes relacionadas con la LGBTfobia fueron confirmadas. Entre ellas, pocas se refieren a lesbianas, una vez que, según investigadoras de la Universidad Federal de Rio de Janeiro, aún hay mucha invisibilidad con la existencia lesbiana y por ende no se notifican los crímenes relacionados a esa categoría.

Foto en Universidad brasileña
El grupo lanzó a principios de 2018 el dossier “Lesbocidio”, término acuñado para designar el homicidio de mujeres por el hecho de ser lesbiana. Por medio de las redes sociales, de websites, de periódicos electrónicos y otros medios de comunicación, fueron colectados datos situacionales de 110 homicidios y suicidios ocasionados en la primera mitad de 2018.

¿Qué cambia con Jair Bolsonaro en la presidencia?

Conocido por no temerle a lo designado “políticamente correcto” y exponer públicamente y de forma explícita perjuicios que gran parte de las personas esconden; el presidente logra conversar con sus electores y sus propias intolerancias de la manera más verdadera y vulgar posible. Con ello, moviliza un resentimiento de gran parte de la población debido a la conquista de derechos de las minorías políticas históricamente vulneradas, en el cual estos son entendidos como “privilegios”.
Desde su primer mandato como diputado en 1991, Bolsonaro viene afirmando frases y actitudes homófobas, como “me da asco, estos gais y lesbianas quieren que tomemos como ejemplo su promiscuidad”, “si veo dos homosexuales besándose en público les pego”, y “sería incapaz de amar un hijo homosexual, prefiero que el muera en un accidente”. De igual manera, contrario al matrimonio homosexual, el presidente critica su legalidad y se refiere a ello como una decisión para colapsar la unidad y los valores familiares tradicionales.
El peligro está arraigado. Bolsonaro, quien era un diputado burlesco e insignificante hace pocos años, ahora es enunciado con orgullo en las mesas de bar, en los domingos de familia, en el trabajo y en las calles; produciendo miedo y preocupación entre los electores de oposición. En ese sentido, el discurso de odio del presidente promueve la violencia y legitima los actos ya cometidos por parte de un grupo más radical. Así, lo que en otro momento sería considerado inadecuado o inmoral se transforma en socialmente aceptable, una vez que, en discurso, reverbera por parte de la figura más importante de la nación.
Pero no es solo la violencia física que ha sido consecuencia de la ascensión de Bolsonaro. Las agresiones verbales, que varían de insultos a palabras despectivas a amenazas de muerte, dispararon con el clima electorero. La Asociación Brasileña de Periodismo Investigativo registró 141 amenazas solo a los periodistas que trabajaban en las elecciones. Para el colectivo LGBT no se recogieron datos, pero cualquiera que desplazase el cursor por la timeline de Facebook se encontraba con innúmeros relatos de agresiones y con centenas de posts despreciativos hacia los LGBTs.
Aparte de escenario para las agresiones virtuales, las redes sociales como el WhatsApp y el Facebook fueron clave para la disputa presidencial. Como las mismas tienden a contribuir para la formación de burbujas, se refuerzan las posiciones políticas y se multiplican las voces antes irrelevantes. Es el ambiente propicio para la externalización de las emociones e ideas más extremas, las cuales se convierten en discursos agresivos hacia lo diferente. Al no funcionar bajo las reglas de la vida real ni tampoco tener oposición, la barbarie se ve instalada.

Protesta “Besazo” contra Bolsonaro commons.wikimedia Brasil
Asimismo, las redes sociales fueron esenciales para la circulación masiva de las llamadas fake news, noticias falsas contra los opositores utilizadas para impulsar campañas electorales. Una de las mayores fake news, responsable por hacer con que gran parte de las personas neutras votasen en Bolsonaro, fue el denominado “kit gay”. Este fue acusado de ser un kit de lectura sexualmente explícito distribuido para niños de 6 años de los colegios públicos, en el cual la idea sería la de “sexualizar a los niños” y “enseñarlos sobre la homosexualidad y la ideología de género”.
En realidad, se trata de un proyecto llamado Escuela sin Homofobia, en el cual el candidato del Partido de los Trabajadores (PT) a presidencia y exalcalde de São Paulo, Fernando Haddad, presentó en 2001, pero que jamás llegó a ser implantado por presiones de la iglesia evangélica. El objetivo era educar a los profesores para lidiaren con sus alumnos adolescentes sobre diversidad sexual, derechos LGBT y lucha contra la homofobia. Aparte de ello, Haddad fue acusado de querer distribuir teteras en formato de pene a niños preescolares, algo completamente absurdo e inverosímil.
Además, cabe resaltar la violencia institucional del nuevo gobierno, impulsada en gran medida por el cristianismo; una vez que el propio presidente es católico radical e interactúa de forma conjunta con los políticos evangélicos. Fruto de esa conjunción fue el compromiso firmado con representantes de la iglesia evangélica para promover el “verdadero sentido del matrimonio, la unión entre hombres y mujeres”. El documento defiende que la familia sea “constituida de acuerdo con las enseñanzas de la iglesia y el derecho de educar a sus hijos”. En esta lógica nace el cambio del Ministerio de los Derechos Humanos al Ministerio de la Familia, Ciudadanía y Derechos Humanos, comandado por la pastora evangélica Damares Alves.
Adverso a los derechos humanos, Bolsonaro no concibe la pauta LGBT en el nuevo ministerio. En la medida provisional n° 870/19, firmada el día siguiente a su toma de posesión, es citada la promoción de los derechos de la mujer, de la familia, de la juventud, de la persona mayor, de las minorías étnicas y de la persona con deficiencia, pero no posee ninguna citación con relación al colectivo LGBT. En la práctica, ello configura una exclusión del colectivo en lo que concierne a políticas públicas y derechos institucionales, en contrapartida a lo que era promovido como derecho humano y encabezado como pauta de secretaria desde 2001 con los gobiernos del PT.

Pantallazo de Instagram
Sin embargo, este lamentable contexto no es una realidad especifica de Brasil. La ascensión de la ultraderecha es evidente en América y Europa, desde Paraguay a Polonia, de Trump a Le Pen, del neonazismo sueco a VOX. Hace pocos días el primer centro LGTBI de Cataluña amanecía con la puerta destrozada y escritos de “Estáis muertos”, “Fuck LGBT” y una cruz celta, símbolo nazi.
El momento político es global. Así como la LGBTfobia, pese a sus evidentes matices a depender de la cultura y región. De modo que es necesaria la internacionalización de las acciones y solidaridad entre países, para que finalmente podamos entender que todo está conectado y que, en intensidades y de formas distintas, el mundo camina en estructuras similares. No hay momento para el desánimo ni el miedo, el tiempo ya ha demostrado que la historia es cíclica, que no hay derecho asegurado y ni tormenta que no acabe.

Leerlo en el boletin nº1 del 2019


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sábado, 2 de marzo de 2019

¿Quiénes somos?

Asamblea de brasileñas en la diáspora, feminista, diversa, suprapartidista, de resistencia contra el gobierno de Jair Bolsonaro y los discursos de odio de la extrema derecha. Luchamos por la democracia, por la igualdad y el respeto a las identidades y diversidades brasileñas.
Ante el peligro de que la extrema derecha con discurso claramente fascista entrara en las instituciones brasileñas, millones de mujeres brasileñas nos juntamos en un movimiento unitario en Brasil y en todo el mundo. Empezaba el movimiento #EleNão que realizamos las mayores manifestaciones en Brasil, desde el final de la dictadura.
En Barcelona, el movimiento surgió espontáneamente, desde un pequeño grupo de mujeres, y realizamos diversas acciones. La primera, coincidiendo con la primera mani #EleNão en Brasil, el 29 de septiembre del 2018, antes de la primera vuelta de las elecciones presidenciales, en la Pl. Sant Jaume de Barcelona, de la cual participamos unas 450 personas.

Y seguimos... ¡No pasarán!



¿Qué hemos hecho hasta ahora?

Sang indígena, cap gota més / Sangue indígena, nenhuma gota mais - 18/11/19




Viatge del pobles originaris per 12 països europeus per denunciar les greus violacions contra els pobles indígenes i el medi ambient al Brasil, que s’ha estat produint sistemàticament, des de la presa de possessió del president Jair Bolsonaro el gener d’enguany.
Acció internacional de l’Articulació de Pobles Indígenes Brasilers - APIB, en col·laboració amb organitzacions de la societat civil, per promoure mesures que pressionin el govern brasiler i les empreses agroalimentàries perquè compleixin els acords de preservació del medi ambient i respectin els drets dels pobles indígenes.

DONEU SUPORT AL MOVIMENT INDÍGENA I A LA LLUITA PER L'AMAZONIA - Trenta anys després d’aprovar-se la Constitució Federal del 1988 del Brasil, que aportava el respecte a la identitat cultural dels pobles indígenes i el dret a les terres que ocupen tradicionalment, continuem patint amenaces. La més recent, realitzada pel nou govern de Jair Bolsonaro, va arribar amb el Decret Llei (MP) 870/2019 i els Decrets signats pel president per reorganitzar l'estructura i els poders ministerials que deliberadament van deixar greus llacunes en instruments i polítiques socioambientals. Amb el Decret Llei 870, el president trasllada al Ministeri d’Agricultura, Ramaderia i Subministrament, la identificació, delimitació, reconeixement i delimitació de terres indígenes (TI), buidant la Fundació Nacional Índia (Funai).

En els darrers anys, la conjuntura política i econòmica ha estat donant un ritme de desenvolupament al país on les regiones de l'Amazones i del Cerrado juguen el paper important de "motor de l'economia". Les grans obres d’infraestructura i la frontera agrícola avancen sobre el bosc i la sabana, trepitjant la biodiversitat, zones protegides, ignorant els drets i afectant significativament la qualitat de vida de les comunitats locals. La disputa per la terra, unida a la manca de governança històrica en aquestes regions dóna lloc a insígnies que es plantegen com a cicatrius al cor de la selva tropical més gran del món. Aquesta conjuntura ha permès relaxar o reinterpretar diferents aspectes de la legislació ambiental, reduint la protecció dels nostres ecosistemes i menystenint els drets constitucionals dels pobles indígenes i de les comunitats locals.

De fet, el govern brasiler assenyala la tendència a continuar cedint als desitjos dels terratinents. Tereza Cristina, la nova ministra d’agricultura, representa els interessos de l’agroindústria a Mato Grosso do Sul, un Estat que és l’escenari dels processos de demarcació més complicats per disputes de terres. Com a resultat, és molt probable que s’aturi el procés d’identificació i delimitació de les Terres Indígenes i que s’esborrin les barreres per a la desforestació. També no està clar qui serà el responsable de vetllar per la integritat de les terres indígenes, abans de Funai. L'organisme, que abans era al Ministeri de Justícia, ara està controlat pel Ministeri de la Dona, la Família i els Drets Humans, dirigit pel ministre conservador i pastora evangèlica Damares Alves.

El menyspreu dels drets constitucionals d’aquests pobles té problemes com la desforestació, la invasió d’àrees protegides, la mà d’obra esclava, la tala il·legal, la mineria, la pèrdua de biodiversitat, els conflictes terrestres, la violència i els assassinats rurals. Cal recordar que el Brasil és el país més perillós per a activistes i defensors de la terra i el medi ambient: el 2017, almenys 207 líders indígenes, activistes comunitaris i ecologistes van ser assassinats a tot el món per protegir les seves llars i territoris dels efectes de la mineria, agroindústria i altres activitats que poden posar en perill la vida, segons l’ONG britànica Global Witness. Brasil va ser el país més mortífer per lluitar contra aquestes fets, amb 57 assassinats. A més, durant els darrers anys s’ha intensificat la criminalització dels líders i lidereses indígenes a causa de la seva lluita pels drets, especialment al nord-est i al sud del país.

Les terres indígenes són actius de la Unió i es reconeix als pobles originaris la possessió permanent i l'ús exclusiu de la riquesa de la terra, dels rius i llacs. És un deure de l’Estat protegir-los. Tanmateix, fins i tot després de la demarcació, aquests territoris no estan lliures d’amenaça. La Karipuna TI de Rondônia, aprovada el 1998, ha destruït més de 10.000 hectàrees de bosc com a conseqüència de la tala il·legal i de l'ocupació de terres. El TI indígena Arara, també a Pará, acaba de ser envaït pels registradors. A les altres regions del país, on la gent indígena espera la delimitació del seu territori sagrat, la situació és encara pitjor. A Bahia, per exemple, 490 famílies indígenes de Tuxá es van sorprendre al novembre amb una sentència judicial que ordenava el desallotjament immediat del territori de Surubabel o Dzorobabé, tradicionalment ocupat per la comunitat.

La demarcació de Terres Indígenes representa una garantia de protecció perquè visqui el bosc i les persones que en depenen. La terra és la base de l’hàbitat d’un poble i la sostenibilitat de les riqueses naturals que s’hi troben, asseguren la reproducció física i cultural de les poblacions indígenes.

Davant la creixent amenaça i contratemps imposats per l'Estat als pobles indígenes del país, l'Associació de Pobles Indígenes del Brasil (APIB) llança aquesta setmana la campanya "Sang indígena: cap gota més", amb l'objectiu de mobilitzar la societat. pels drets indígenes. "La idea és reunir diverses activitats organitzades pel moviment indígena i els seus partidaris en una agenda de mobilitzacions de #JaneiroVermelho", afirma Sonia Guajajara, de la coordinació de l'APIB.

Organitza el teu territori. Connecta les teves xarxes. La lluita indígena és permanent i necessita el vostre suport: promoure cercles de conversa, debatre, produir materials ... Formeu part de la campanya i de les activitats.

#NenhumaGotaMais #DemarcaçãoJA
APIB: https://www.nenhumagotamais.org/


Juntamente com representantes do Equador, Cuba, Argentina e Chile, acompanhamos jovens manifestantes #Generació14O da Plaça Universitat de #Barcelona e conversamos sobre as manifestações e perseguições políticas na América Latina, #MarielleFranco, o (des)govern de extrema direita e o fascismo de Bolsonaro e filhos.




compartilhamos lutas latinoamericanas na acampamento da juventude catalã, que também está nas ruas, com barracas, há dias, contra sol, vento, chuva e #ViolenciaPolicial por um mundo melhor.
Falamos sobre a situação do #Brasil e do neofascismo terraplanista que nos governa.
Falamos da #MariellePresente e dos novos acontecimentos sobre a sua execução, porque queremos saber #quemmandoumatarmarielle #BrasilSemFascismo #SomosResistencia
Obrigada à compa Adriana Pimentel pelas fotos lindas! Hoje nosso povo possui seu próprio destino.

Jornadas de Marx21 "Ideas para cambiar el mundo", painel MUJERES Y RESISTENCIAS - 01/11/19


Palestrantes:
Dai Sombra - Mujeres brasileñas contra el fascismo, Barcelona.
Fatiha El Mouali - activista feminista y antirracista.
Marina Morante - Marx21, Catalunya.
Lugar: Casal Popular Tres Voltes Rebel

Presentació del documental "Nora Cortiñas. Converses sobre la Desobediència Civil" sobre la visita a Catalunya de la Nora Cortiñas de Madres de la Plaza de Mayo.
 11/10/19


Divendres 11 d'octubre a les 20h. al Cinema Texas de Barcelona ( C/ Bailén, 205, metro Verdaguer)
Col·loqui: "La desobediència civil, de les dictadures a les democràcies amb deriva autoritària", amb la participació de
- Marcel Mauri, vicepresident d’Òmnium Cultural
- Gerardo Pissarello, secretari primer de la mesa del Congrés dels Diputats, ex-primer tinent d’alcalde de l’Ajuntament de Barcelona.
-Mulheres brasileiras contra o fascismo (Maria Badet).
-Merçona Puig Antic, germana de Salvador Puig Antich i impulsora de la querella internacional pels crims del franquisme davant la justícia argentina, juntament amb altres familiars de represaliats.
Modera: João França, periodista d'Eldiario.es i autor del documental "El Fil Rosa. Memòria dels moviments LGTBI (2018), sobre la lluita per les llibertats d'opció sexual i identitat de gènere durant el franquisme".
Amb l'actuació de la Rosa Sánchez, cantautora, multiinstrumentista i compositora de música popular.

O que esta acontecendo com a Amazonia? Congresso de Boscos em Girona - 10/10/19


Gisela Priscila Soares de Mulheres Brasileiras contra o fascismo (Brasil) y Josep Ramon Gimenez Lliga dels Drets del Pobles reflexionen la situació actual de l’Amazones



#ForestAndHealth
Graciès #SelvansONG



Assemblea General d’Unitat Contra el Feixisme i el Racisme - Dissabte 28 de setembre, 11h
Espai Jove La Fontana - Gran de Gràcia 190. <M> Fontana L3, o FGC Gràcia




https://goo.gl/maps/TqULDvFwZK72

Entre els temes per parlar:

Preparar la nova campanya davant les eleccions del 10 de novembre, #StopVOX i la resta
Tractar problemes als barris, i com evitar que les preocupacions respecte a la seguretat derivin en campanyes racistes contra noies i nois migrants.
consolidació i extensió d’UCFR a Catalunya;
. . .
Vine i participa!
L’assemblea és oberta a tothom que vulgui col·laborar en la nostra feina i impulsar la lluita unitària contra el racisme i l’extrema dreta.




Comisions Obreres de Catalunya, em Barcelona, será a sede da primeira assembleia da Frente Internacional de Brasileiros (Fibra) que moram no exterior. O encontro pretende fortalecer os objetivos de resistência ao golpe contra os direitos humanos no Brasil. 21/09/19
Na Catalunha, brasileiras (principalmente, devido a forte presença feminina, tanto qualitativa quanto quantitativa) estão organizadas em diversos coletivos como as Brasileiras contra o Fascismo e Amig@s da Democracia, entre outras. Também em organizações como o Coletivo Brasil Catalunha, que esteve presente no Encontro da Fibra, realizado mês passado em Berlim.
Não é a toa que a Catalunha, pelo seu nível de organização política, elegeu a primeira deputada brasileira para o Parlamento Espanhol (Maria Dantas), já havia elegido a primeira vereadora brasileira (Katia Juncks) e que o Conselho de Cidadania elegeu uma totalidade de mulheres, a maioria delas vinculada aos mesmos processos sociais e culturais que estarão reunidos no próximo sábado (21) na sede da mais importante central sindical catalã.
Este encontro, em resposta e continuidade às deliberações do mencionado encontro de Berlim, possui o objetivo de estabelecer uma agenda unificada de ações estratégicas de organização e denúncia sobre as atuais políticas da ultradireita brasileira. Por não ser um encontro fechado apenas para brasileiros – o transnacionalismo e a interculturalidade são práticas, mais que conceitos – esperam-se a presença de cidadãos não brasileiros, preocupados, principalmente, com a situação da Amazônia.
De fato, os mais recentes atos públicos em defesa da Amazônia foram promovidos por iniciativa de organizações catalãs, em Barcelona. O maior deles, em frente ao Consulado do Brasil, fechou o trânsito em uma das mais importantes avenidas, a Diagonal.
Sem dúvida, o maior desafio na construção do que os organizadores chamam de “Unidade na Diversidade”, são as pautas políticas desde uma perspectiva de solidariedade internacional. Constituiu-se recentemente o Comitê Lula Livre – Barcelona e desde muitos anos existe um movimento histórico chamado Comitê de Apoio ao MST em Barcelona.
Também na questão cultural, entendendo a cultura como um dos mais importantes elementos de transformação da sociedade, Barcelona – uma das principais capitais culturais da Europa – sediou, recentemente, um dos mais importantes festivais (o Dia do Brasil) e o Ciclo de Mulheres, organizado pela Assembleia de Mulheres Brasileiras contra o Fascismo, que promove atividades de êxito, a cada semana – envolvendo mulheres catalãs, latino-americanas de outras nacionalidades. Enquanto isso, o pioneiro livro escrito em português sobre o processo de independência da Catalunha, da jornalista Taíza Brito, já é considerado uma importante referência literária sobre esse tema, no nosso idioma.
A grande questão diz respeito à coerência, por exemplo, na denúncia de golpes políticos como a estratégia do Lawfare: a direita e a ultradireita acionando o poder judicial para promover prisões políticas em qualquer parte do mundo – na Catalunha, no Brasil ou na Turquia . Quais serão as atuais pautas políticas com maior capacidade de criar consenso? Como sair do (já difícil) consenso para uma ação efetiva, não somente conceitual, de defesa da democracia no Brasil?
Tudo isso, por parte dos brasileiros na Catalunha, em meio ao inegável conflito catalão com o Estado Espanhol e às vésperas de uma sentença política – sobre os presos de ideias independentistas – que pretende esquentar o outono europeu. Como respeitar cada contexto, o brasileiro e o catalão – cada qual com suas particularidades – e ao mesmo tempo articular a solidariedade internacional em um país, a Espanha, que hoje possui boa parte da sua economia comprometida com os vínculos econômicos de suas grandes empresas presentes no Brasil?
“Odeio os indiferentes”, dizia Bertold Brecht. *Flávio Carvalho é sociólogo e escritor
Manifestação Lute pela Amazônia 7 setembro 2019



Manifesto contra o governo Bolsonaro e todo o sistema político-econômico internacional, responsáveis pela tragédia ambiental na Amazônia

Ao mesmo tempo que o fogo consome florestas na Angola, na Zâmbia, no Congo e na Sibéria, no Brasil, a Amazônia e o Pantanal ardem.

Estamos vivendo uma tragédia ambiental sem precedentes. Os incêndios, que estão arrasando a floresta amazônica há cerca de 1 mes, têm um forte impacto, principalmente, sobre a biodiversidade e a vida das populações locais, como as indígenas, seriamente ameaçadas. Além disso, segundo especialistas, deverão causar mudanças climáticas irreversíveis em todo o mundo.

Diante da gravidade desta situação, nós, da Assembléia Mulheres Brasileiras Contra o Fascismo (MBCF), manifestamos publicamente o nosso total repúdio ao desmonte promovido pelo presidente Jair Bolsonaro e a sua equipe de todas as políticas de proteção ambiental, que haviam sido construídas nas gestões anteriores. Pouco depois de assumir a presidência, Bolsonaro determinou drásticos cortes de até 95% no orçamento do Ministério do Meio Ambiente, o que vem propiciando a destruição do ecossistema de maneira crescente nos últimos meses.

Hoje, o mundo assiste, incrédulo, às imagens das queimadas, mas é preciso lembrar que nada do que está acontecendo pode ser considerado uma surpresa. Desde que estava em campanha eleitoral, Bolsonaro prometeu fortalecer o agronegócio e o extrativismo, que, por sua vez, atendem a interesses econômicos internacionais de exploração de todos os recursos da região amazônica.

Durante os primeiros oito meses de governo, o "Capitão Motoserra", como ele mesmo se define, declarou ser favorável a "segurar" multas ambientais e "fazer uma limpeza" no Ibama, órgão estatal de fiscalização ambiental. De janeiro a abril deste ano, o número de operações deste órgão para fiscalizar o desmatamento caiu 58% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Conseqüentemente, os índices de focos de incêndios aumentaram 83% em relação a 2018. Questionado sobre a aceleração do desmatamento da Amazônia, Bolsonaro chamou os dados científicos de mentirosos e ironizou as preocupações manifestadas por especialistas.

Além disso, Bolsonaro, desde que assumiu a presidência, liberou o uso de 262 tipos de agrotóxicos, muitos deles proibidos na Europa e nos Estados Unidos. Tem atacado constantemente os direitos das populações indígenas, chegando ao absurdo de transferir a questão da demarcação das suas terras para o Ministério da Agricultura.

“Não demarcarei um centímetro quadrado a mais de terra indígena", declarou abertamente. Toda a biodiversidade da Amazônia é preservada pelos povos originários. Se não existisse índio na floresta, não haveria floresta, se não existisse índio bebendo, pescando e se banhando no rio, não haveria rio.

Da mesma forma, os ataques aos pequenos produtores rurais e os conflitos no campo só tendem a aumentar com a aprovação da lei que amplia a posse de arma de fogo em área rural. Milhares de famílias que utilizam técnicas como a agroecologia e a agrofloresta, produzindo alimento sem agrotóxico e em equilíbrio com o meio ambiente, estarão ainda mais vulneráveis à ameaças e perseguições.

Mais grave ainda é a noticia veiculada pelos meios de comunicação, que, sob o aval do discurso e das políticas defendidas por Bolsonaro, os incêndios tiveram por trás uma ação coordenada de grandes fazendeiros e grileiros da região, o chamado “Dia do Fogo”. É preciso investigar o fato com muita diligência, sem atuar como o presidente tem feito: negando os dados científicos, demitindo quem emite um parecer crítico, ou culpando as ONGs de proteção ambiental.

O contexto atual no Brasil é de insegurança em todos os âmbitos, promovida por um governo que, repetidamente, fomenta abertamente a violência, principalmente a institucional, contra o meio ambiente, populações mais desfavorecidas, como mulheres, indígenas, negras e LGTBI.

Mais do que rezar pela Amazônia, é preciso agir. Paremos de tolerar as bravatas da extrema direita, que anima e legitima ações fascistas, de um presidente totalmente despreparado para ocupar tal cargo, mas que atende também às demandas de governos e de grandes corporações internacionais. É urgente acabar com o consumismo desenfreado dos países enriquecidos e impulsionar uma transformação em todos os âmbitos da sociedade. Todas e todos nós somos responsáveis por esta tragédia ambiental, portanto é hora de lutar, se queremos preservar a Amazônia e a sobrevivência da nossa espécie.

Aproveitamos para declarar nosso apoio e somar forças à greve mundial pelo clima no dia 27 de setembro.

Manifestação "Lute pela Amazônia"

Mulheres Brasileiras Contra o Fascismo (MBCF)

Sábado, 07 de setembro de 2019
Plaça Sant Jaume - Barcelona



Greve pela Educação 13 agosto 2019




No dia 13 de agosto uma série de atos estão sendo convocados pelo país no que se está chamando de "greve geral pela educação", em protesto ao tenebroso projeto Future-se, anunciado há poucas semanas e já em plena execução. O projeto é um plano muito inteligente e macabro de destruição de qualquer direito social mínimo, e quando se junta reforma trabalhista e da Previdência com o Future-se, quem vai pagar a conta da crise são os mais jovens, com trabalhos miseráveis, nenhuma educação e trabalhando até morrer - ou mesmo morrendo de trabalhar.

”Por que as universidades representam uma ameaça para o governo Bolsonaro?”

Confira artigo escrito pela vice-presidenta da UNE Jessy Dayane:

Abril refletiu fortemente o nível de irresponsabilidade e a total ignorância do governo federal e seus aliados com a educação brasileira. Uma série de fatos demonstra a falta de compromisso e a intenção de patrulhamento ideológico, em especial com as universidades públicas.

Com essas ações, o governo se comporta como verdadeiro inimigo da educação e pretende atingir objetivos econômicos, políticos, sociais e culturais que fazem nosso país retroceder décadas em desenvolvimento.
Como acertadamente afirmava Darcy Ribeiro: “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é projeto”. Diante dessa grave ameaça não podemos vacilar; é preciso enfrentar os ataques à educação pública, defender a autonomia universitária e a pluralidade de ideias.
Resgato os acontecimentos de abril:
Dia 24: instalação da CPI das universidades estaduais paulistas (USP, UNICAMP e UNESP);
Dia 26: o twitter de Bolsonaro sobre “descentralizar” investimento na área de humanas, em especial nas faculdades de filosofia e sociologia;
Dia 29: o projeto de lei proposto pela deputada Caroline de Toni (PSL-SC), que visa retirar de Paulo Freire o título de patrono da educação brasileira;
Dia 30: o anúncio do MEC de corte de 30% nas verbas de custeio inicialmente para três universidades federais – UFBA, UFF e UnB – por motivações ideológicas. Depois de inúmeras críticas o corte se estendeu para todas as universidades federais.

FALSAS ACUSAÇÕES

As motivações para cada uma das ações oscilam entre suposta má gestão de recursos públicos – chegando a levantar suspeitas de desvio de finalidade destes -, até suposto mau desempenho acadêmico.
Porém, nenhuma dessas motivações vem acompanhada de fatos objetivos que as justifiquem. O fio que liga todos esses ataques explicitamente é o combate ideológico contra a esquerda, surfando na onda conservadora que há no seio da sociedade brasileira e na derrota ideológica que possibilitou a ascensão da extrema direita no país, culminando na eleição de Bolsonaro.
A ofensiva ideológica do governo Bolsonaro contra as universidades passa pela negação do conhecimento científico e pela exaltação da ignorância. Negar o papel social da ciência e do conhecimento servem para desmontar o Estado brasileiro; as universidades precisam ser desconstruídas ao ponto de perderem credibilidade na sociedade.
Isso fica escancarado quando o governo acusa de mau desempenho acadêmico as melhores universidades do país, aquelas que estão mais bem posicionadas nos rankings nacionais e internacionais, como é o caso das três federais (UFBA, UFF e UNB) e das três estaduais paulistas (USP, UNICAMP e UNESP).
É importante rememorar que os gestores da UFMG e UFSC sofreram com ações abusivas e repressivas – que até hoje não foram esclarecidas – mas que levaram ao trágico suicídio do reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier.
O conjunto das ações, além de tudo, é inconstitucional. Fere o art. 207 da Constituição Federal, que assegura a autonomia universitária, elemento fundamental para que as universidades produzam ciência, provoquem debates e proponham soluções para os problemas do país independente da mudança de governos e interesses políticos.
Em tempos de total afronta ao Estado democrático e de direito, é preciso defender a Constituição para explicitar a contradição do governo, mas, ao mesmo tempo compreender que não é suficiente. É necessário ir além!

O QUE QUER O GOVERNO BOLSONARO COM ESTES ATAQUES?

O projeto do atual governo federal para educação brasileira está em perfeita consonância com o projeto anti-nacional, anti-popular e anti-democrático que está sendo implementado; é o golpe em curso. Trata-se de um projeto entreguista e de realinhamento do nosso país à economia mundial e aos interesses do capital financeiro.
O corte de 30% nas verbas das universidades federais explicita o objetivo de sucateamento das instituições públicas e abertura ainda maior do país para a iniciativa privada no setor da educação.
Transformar a totalidade da educação brasileira em produto para compra e venda, e, portanto geração de lucro para os conglomerados internacionais do ramo.
O sucateamento das universidades públicas também impacta no desenvolvimento nacional, pois são elas as responsáveis quase que exclusivamente pela pesquisa no nosso país.
É no tripé ensino, pesquisa e extensão que reside a nossa possibilidade de futuro e de um país que não se limite a exportar produtos agrários e dependa de importação de tecnologia e inovação. Essa é a disputa de projeto que está em jogo!
Para ter sucesso nessa empreitada, o governo precisa destruir a capacidade de resistência nas universidades, combatendo-a ideologicamente e, ao mesmo tempo, sucateá-la para diminuir sua produtividade ou até extinguir a sua existência.
Não nos iludamos: o corte no orçamento das universidades é apenas a cereja do bolo. Lembremos da Emenda Constitucional 95, da reforma do ensino médio e do fim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

15 DE MAIO: É DIA DE CONTRA-ATACAR!

Para combater esse grave retrocesso precisamos nos valer da força no terreno que é mais favorável para um projeto de desenvolvimento nacional, construir ampla unidade na luta em defesa da educação dentro das universidades.
É fundamental conquistar a sociedade para essa defesa do pensamento crítico e plural, comprometido com os interesses da classe trabalhadora. Sem isso o futuro das universidades está destinado a ocupar um lugar no museu da história.
A União Nacional dos Estudantes convocou a rede do movimento estudantil a organizar uma mobilização 15 de maio em defesa das universidades. Nesse momento já estão acontecendo assembleias e plenárias organizativas para preparar esse dia de luta em articulação com os docentes e técnicos.
A tarefa de todos e todas que entendem a importância da universidade pública para o nosso país é somar nessa construção e transformar o mês de maio numa ampla resistência em defesa da educação e de um projeto de desenvolvimento nacional, democrático e popular! É hora de contra-atacar!

Nos vemos nas ruas! #13érua #tsunamipelaeducação

Emissão em português - Nova logomarca da Embratur provoca polêmica e críticas - 25/07/19



Entrevista que a Maria Badet Souza deu para a Michelly Teixeira falando da nova "marca" da Embratur e o como ela pode impactar para a vida de nós imigrantes brasileiras e a imagem do Brasil no exterior. O pior é que a incompetência do governo é tanta, que dois dias depois de dada a entrevista saiu a notícia de que a letra escolhida viola direitos autorais.
"Quando o que está em jogo é um país, uma marca é muito mais do que um chamariz para turistas estrangeiros. É um signo capaz de desfazer esteriótipos e de revelar a personalidade de um povo. Profissionais da área de turismo, imigração e gênero estão preocupados com a campanha publicitária da 'Marca Brasil' criada recentemente pelo governo Bolsonaro. Segundo eles, a campanha vai reforçar esteriótipos que aos poucos vinham sendo trabalhados, ligados à submissão e ao erotismo, e também remete ao Brasil dos tempos da ditadura. Michelly Teixeira conversa sobre a questão com Maria Badet, jornalista e doutora pela Universidade Autônoma de Barcelona, que também alerta para o aumento no fluxo migratório do Brasil rumo à Europa, especialmente por parte das mulheres". #SomosResistencia
Quando o que está em jogo é um país, uma marca é muito mais do que um chamariz para turistas estrangeiros. É um signo capaz de desfazer esteriótipos e de revelar a personalidade de um povo. Profissionais da área de turismo, imigração e gênero estão preocupados com a campanha publicitária da 'Marca Brasil' criada recentemente pelo governo Bolsonaro. Segundo eles, a campanha vai reforçar esteriótipos que aos poucos vinham sendo trabalhados, ligados à submissão e ao erotismo, e também remete ao Brasil dos tempos da ditadura. Michelly Teixeira conversa sobre a questão com Maria Badet, jornalista e doutora pela Universidade Autônoma de Barcelona, que também alerta para o aumento no fluxo migratório do Brasil rumo à Europa, especialmente por parte das mulheres.
O Instituto Cervantes do Rio de Janeiro acaba de inaugurar uma mostra sobre a obra do fotógrafo de origem espanhola Jesús Antonio Fernández, um cubano de nascimento, que soube captar a essência da cotidianidade com sua lente. Jesse Fernández, como ele era artisticamente conhecido, foi um artista cosmopolita que começou a modelar seu sentimento com a pintura, para se dedicar posteriormente a retratar os escritores e artistas mais relevantes do mundo hispânico. Diante da sua câmara posaram pintores como Salvador Dalí e Jackson Pollock, e escritores como Julio Cortázar, Jorge Luis Borges, Mario Vargas Llosa, Juan Goytisolo e o brasileiro Jorge Amado. A exposição estará aberta ao público do Rio de Janeiro até o dia 21 de setembro, para depois ser exibida em São Paulo e em Brasília. Nossa repórter Valeria Saccone conversa com o curador, o espanhol Fernando Castillo, e com o diretor do Instituto Cervantes, Antonio Maura.
ver menos sobre "Emissão em português - Nova logomarca da Embratur provoca polêmica e críticas - 25/07/19"

Políticas para la población negra Con la Diputada Renata Souza - 13/07/2019 





Nuestra compa Sombra Senzala - Dai habla sobre Políticas para la población negra es volver a mencionar la lucha de los Derechos Civiles y el Movimiento de Liberación Negra de los años 60 y reflexionar sobre la necesidad de seguir en el activismo y también de ocupar espacio de relevancia en la legislación para crear la (re) evolución de la sociedad.

Programa de diez puntos de los Panteras Negras:
1- Queremos libertad
2- Pleno empleo
3- El fin del saqueo de nuestras comunidades negras y oprimidas por los capitalistas
4- Queremos vivienda digna, adecuada para seres humanos
5- Queremos una buena educación para nuestro pueblo que revele la verdadera naturaleza de esta decadente sociedad
6- Queremos salud completamente gratuita para todas las personas negras y oprimidas
7- Queremos el fin inmediato de la brutalidad policial y del asesinato de la gente negra, de otras personas de color y de todos los oprimidas
8- Queremos el fin inmediato de todas las guerras
9- Queremos la libertad para todas las personas negras y oprimidas recluida en prisiones y cárceles federales y estatales
10- Queremos tierra, pan, vivienda, educación, ropa, justicia, paz y control comunitario de la tecnología moderna

lectura resumida #SomosResistencia

Els reptes actuals de la comunicació - Cicle de debats del Grup de Periodisme Solidari

Debat "FAKE NEWS, les mentides veritables" - 26062019



El Grup de Treball de Periodisme Solidari del Col·legi de Periodistes de Catalunya organitza un debat sobre les anomenades c i el repte que suposen per a la professió i la ciutadania.
Es tracta de la segona sessió del cicle Els reptes actuals de la comunicació, que té l’objectiu d’oferir una visió honesta i sincera sobre aquells temes que dominen la quotidianitat amb la presència d’especialistes i persones expertes.
L’acte comptarà amb la participació de Maria Badet, periodista i col·laboradora de l’InCom-UAB; Cecilia Gómez Engler; activista de Women’s March Barcelona, i Alba Tobella, cofundadora de la plataforma Verificat.
Ponents:
Maria Badet, periodista i col·laboradora d'InCom-UAB
Cecília Gómez Engler, activista de Women's March Barcelona
Alba Tobella, cofundadora de la plataforma Verificat
Moderador:
Joan Palomés, Grup de Treball de Periodisme Solidari i Diverscat
Organitza: Grup de Treball de Periodisme Solidari del Col·legi de Periodistes de Catalunya

Greve Geral 14 de Junho 2019

Movimientos sindicales, populares y estudiantiles hoy hacemos huelga, una paralización general, contra el desmonte de políticas públicas promovidas por el gobierno de extrema derecha de Bolsonaro, contra los retrocesos en la jubilación.



Porque tem greve geral dia 14 de junho?
》A análse crítica da legislação trabalhista brasileira até 2016 demonstra que, ao lado de conquistas importantes da classe trabalhadora, houve a incorporação de sucessivos dispositivos flexibilizantes que precarizaram direitos, em atendimento a reivindicações da classe patronal. Não obstante, essas flexibilizações não alteraram a base fundamental do Direito do Trabalho, assentada, entre outros, no Princípio da Proteção, que reconhece a assimetria de forças entre capital e trabalho, compreendendo a hipossuficiência do trabalhador face ao empregador e conferindo tratamento diferenciado àquele.
A partir de 2016, no entanto, a ampliação das possibilidades de terceirização (Lei nº 13.429/2017) e a Reforma Trabalhista (ou Contrarreforma Trabalhista) (Lei nº 13.467/2017), combinadas com a fixação de um teto de gastos públicos insuficiente para as demandas da população (Emenda Constitucional n.º 95, de 2016), implicaram no enfraquecimento do poder estatal para a implementação e investimentos nas áreas da educação e da saúde e para a regulação das relações de trabalho, culminando em evidente retrocesso para a classe trabalhadora, principal destinatária dessas políticas públicas.
Na esfera trabalhista em particular, operou-se uma desconstrução principiológica ao se desconsiderar a assimetria de forças entre empregador e empregado e permitir a negociação contratual individual de direitos até então considerados como indisponíveis e ao obstaculizar o acesso dos trabalhadores à Justiça do Trabalho para a reclamação de direitos constitucionalmente assegurados. A Contrarreforma Trabalhista rendeu ao país sua inclusão na “lista suja” da Organização Internacional do Trabalho, que inclui 24 (vinte e quatro) países suspeitos de violação de convenções internacionais do trabalho[1].
A partir de 2019, observa-se o aprofundamento do rebaixamento do trabalho aos ditames econômicos, de modo que a política relacionada à geração de empregos e renda, saúde e segurança do trabalhador, imigração, salário, inspeção do trabalho, etc, deixa de ser definida pela tentativa de superação do conflito entre capital e trabalho e passa a ser pautada na maximização do capital em detrimento do trabalho. A economia baseada no livre mercado e na igualdade formal entre indivíduos passa a ser central para o Estado brasileiro, ignorando as desigualdades materiais intrínsecas às relações de trabalho.
Uma das primeiras medidas do governo Bolsonaro foi a extinção do Ministério do Trabalho, criado em 1930, e que tinha como atribuições a formulação de políticas de geração de emprego e renda, de saúde e segurança do trabalho, de imigração, salarial, de cooperativismo e associativismo. O órgão da administração pública federal direta era responsável, ainda, pela fiscalização das normas trabalhistas, presidência do conselho do FGTS, administração do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), formação e o desenvolvimento profissional e registro sindical.
A extinção do órgão e sua incorporação ao Ministério da Economia implicou em redução da autonomia administrativa para a formulação de políticas públicas e no enxugamento da estrutura, diminuindo as possibilidades de atuação dos servidores, significando o enfraquecimento das políticas relacionadas ao trabalho e sua regulação. A opção pela subordinação do Trabalho ao referido Ministério reflete a visão governamental de subordinação do trabalho à economia e converge com o viés liberal do Ministro da pasta.
Ainda, o recente anúncio do ministro da Economia de suspensão dos concursos públicos[2] contribui para a continuidade da política de extinção contingencial deliberada do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho, que conta atualmente com 2218 Auditores-Fiscais do Trabalho para a fiscalização de empresas no país todo e com 3644 cargos vagos aprovados, à espera de preenchimento por meio de concurso público[3]. Dados do IBGE indicam que, em 2016, havia mais de 5 milhões de empresas no Brasil[4], o que demonstra a absoluta impossibilidade de um projeto de inspeção de prevenção de adoecimentos e mortes.
Outra modificação substancial nos direitos trabalhistas foi anunciada pelo governo federal, na abertura da 31ª edição do Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), em 09/05/2019, e diz respeito à revisão e redução em 90% das Normas Regulamentadoras do ex Ministério do Trabalho em matéria de saúde e segurança do trabalho. As principais justificativas foram a necessidade de reduzir os custos de produção e, consequentemente, aumentar a competitividade das empresas, e oferecer segurança jurídica aos empresários, que estariam sujeitos a fiscalizações arbitrárias.
O fato de as justificativas oferecidas para a revisão privilegiarem a atividade empresarial e sequer mencionarem a necessidade de incremento das normas e mecanismos de proteção à saúde e segurança do trabalho indica que as novas Normas tendem a aumentar a insegurança e o adoecimento dos trabalhadores num país que já apresenta alarmante índice de mortalidade e adoecimento sistemático da classe trabalhadora. Dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) demonstram que ocorreram 4,5 milhões de acidentes do trabalho notificados no Brasil no período entre 2012 e 2018, com mais de 16 mil mortes e 38.183 amputações. Isso significa um acidente a cada 49 segundos e uma morte por acidente de trabalho a cada três horas e 43 minutos. Em decorrência, foram gastos 79 bilhões de reais pela Previdência Social na cobertura de benefícios acidentários e perdidos 350 mil dias de trabalho[5].
Mais uma medida em prejuízo da classe trabalhadora está em andamento e foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados por 48 votos contra 18, após a promessa de pagamento de R$ 40 milhões em emendas parlamentares até 2022 a cada deputado que votasse favoravelmente à reforma no plenário da Câmara[6]. Trata-se da chamada Reforma da Previdência que, na realidade, consiste no fim do sistema de previdência pública baseado no princípio da solidariedade intergeracional em que trabalhador, empregador e Estado contribuem para um fundo comum e na introdução do sistema individual de capitalização para o qual apenas o trabalhador contribui num fundo privado.
A análise da proposta em confronto com os dados do mercado de trabalho brasileiro demonstra que o regime de capitalização deverá implicar num enorme contingente populacional desprovido de subsistência na velhice, dado o alarmante índice de desemprego, desalento e subocupação, que totaliza mais de 40 milhões de pessoas, segundo dados do IBGE, e que inviabiliza a poupança individual. Já os trabalhadores que conseguirem aderir à capitalização terão que pagar altas taxas administrativas aos bancos em que escolherem aplicar seu dinheiro, sem qualquer garantia de retorno em caso de quebra. Ainda, o projeto obstaculiza e diminui os valores percebidos a título de benefícios, como o Benefício da Prestação Continuada e o Abono Salarial.
Assim, se aprovada a proposta de “reforma”, o resultado será 1) o rebaixamento da renda e do nível e qualidade de vida da população, aprofundamento das desigualdades sociais, geográficas, de gênero e de raça, empobrecimento e aumento da violência; 2) o aumento do déficit do Estado, dada a ausência de arrecadação concomitante ao pagamento de aposentadorias durante o período de transição e 3) a concentração exacerbada de riqueza nas instituições financeiras.
No que se refere às justificativas específicas de aquecimento da economia por meio da referida “Reforma”, essas não encontram amparo na realidade fática. Assim como o referido aquecimento não foi verificado com a implementação do Teto de Gastos Públicos e da Contrarreforma Trabalhista, não há qualquer indicação de que a medida significará economia para o governo, dado o alto custo de transição entre os regimes demonstrado por estudo da Organização Internacional do Trabalho[7], e dado o fato de que a redução da massa de rendimentos circulante reduz o poder de compra da população e impacta na demanda efetiva do mercado nacional. Como efeito, a economia tende À desaceleração.
Não por acaso, o referido estudo da OIT demonstra que, dos 30 (trinta) países que privatizaram total ou parcialmente seus sistemas de previdência social obrigatórios entre 1981 e 2014, 18 (dezoito) já voltaram atrás, revertendo total e parcialmente a medida. Segundo o documento, “Tendo em vista a reversão da privatização pela maioria dos países e a acumulação de evidências sobre os impactos sociais e econômicos negativos da privatização, pode-se
afirmar que o experimento da privatização fracassou”.
As alterações políticas e legislativas dos governos Temer e Bolsonaro são implementadas num contexto mundial de ascensão de uma razão do mundo baseada na responsabilização individual pelos sucessos e fracassos e que justifica a desconstrução do estado de bem estar social. A compreensão da sociedade como um conjunto de unidades-empresas combinada com a desconsideração da existência de estruturas sociais, culturais e econômicas que impõem determinações aos sujeitos contribui para a capitalização das relações e para o desmonte de políticas públicas fundadas em princípios de solidariedade.
Mascara-se, portanto, a questão fundamental na relação entre capital e trabalho em sociedades capitalistas, que é o fato de que, diferentemente da esfera do mercado, não há, na dimensão da produção, uma pressuposição de igualdade e liberdade jurídicas. Pelo contrário, o modo de produção capitalista pressupõe uma divisão normalizada entre os proprietários dos meios de produção e os possuidores de força de trabalho, que traz intrínseca a ela a desigualdade entre os indivíduos, materializada por meio da exploração da mais-valia e da divisão do trabalho.
A desregulamentação do Direito do Trabalho e o enfraquecimento das políticas públicas relativas ao trabalho contribuem para a ampliação dessa exploração do trabalho. Daí resultam maiores índices de mortes e adoecimentos no trabalho, aumento das fraudes à relação de emprego e a direitos trabalhistas, do trabalho infantil, das práticas de assédio, discriminação e da submissão de pessoas a condições análogas a de escravos. Os reflexos sociais são o empobrecimento da população, a segregação, a hierarquização e a redução do desenvolvimento social.
A sociedade em que vivemos e na qual queremos continuar vivendo está em constante disputa e é o resultado de uma correlação de forças sociais. A pressão da classe trabalhadora, dos movimentos sociais, da juventude e de todos aqueles que desejam conviver num mundo com patamares mínimos de dignidade, civilidade e justiça social, é fundamental para o desenvolvimento social em compasso com o econômico. Foi por meio dessa pressão que se conquistou direitos como jornada de 8 horas diárias e 44 semanais, descanso semanal remunerado de 24 horas, 13º salário, férias, salário mínimo, etc, ao mesmo tempo em que se manteve o desenvolvimento da economia ao longo da história.
Por isso, é fundamental a adesão e o apoio à Greve Geral do dia 14 de Junho, para mostrar aos governantes que o país não aceita o projeto político de sociedade de aprofundamento brutal da espoliação da vida, da saúde e da dignidade de muitos para a concentração da riqueza em uns poucos. Rumo à grande Greve Geral!

Marina Sampaio é auditora-fiscal do Trabalho, diretora de Educação do Instituto Trabalho Digno e Integrante do Grupo de Trabalho “Mundos do Trabalho” do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit/IE/UNICAMP).


Porque militância também é carinho e empatia - 10062019 💜 🌈✊🏿


#JeanWyllys #StopLGTBIfobia #BrasilSemFascismo #SomosResistencia #QuemMandouMatarMarielle


CARTA DE REPuDIO A EVENTO EN ESPAÑA, QUE FOMENTA estrechar LAZOS CON EL GOBIERNO DE EXTREMA DERECHA DE JAIR BOLSONARO

Ante la inminencia del evento "Oportunidades de Inversión en Brasil", el próximo día 04 de junio de 2019, en la sede de Casa América en Madrid, la asamblea Mujeres Brasileñas Contra el Fascismo (MBCF) viene a público manifestar su repudio a la realización de ese evento organizado por la Cámara de Comercio Brasil-España y que contará con la presencia del Sr. Adalberto Santos de Vasconcelos, secretario especial de la Secretaría del Programa de Alianzas de Inversiones (PPI) del gobierno del presidente Jair Bolsonaro.

Es lamentable que una institución como Casa América, cuyo Consejo está compuesto entre otros, por el Ministerio de Asuntos Exteriores y de Cooperación de España y el Ayuntamiento de Madrid, se preste a ofrecer sus instalaciones para un evento que fomenta el estrechamiento de lazos económicos entre empresas españolas y un gobierno de extrema derecha, como el del actual presidente de Brasil.

En estos primeros cinco meses de gestión, Bolsonaro y su equipo promovieron una serie de actos que ponen en riesgo no sólo la democracia de uno de los principales socios económicos de España, sino la vida de todo el planeta. Con drásticos recortes de hasta el 95%, anunciados por el Ministerio de Medio Ambiente, la destrucción del ecosistema viene creciendo de forma exponencial. Sólo en los primeros 15 días de mayo, la deforestación en la Amazonia pasó a ser de 19 hectáreas por hora - el doble del registrado en el mismo período en 2018.

Desde que asumió la presidencia, Bolsonaro liberó el uso de 197 tipos de agrotóxicos, muchos de ellos prohibidos en Europa y en los Estados Unidos desde hace muchos años. También ha atacado constantemente los derechos de las poblaciones indígenas, llegando al absurdo de trasladar la cuestión de la demarcación de sus tierras al Ministerio de Agricultura. Debido a las acciones del gobierno hubo un apagón médico en Xingu y tres niños indígenas murieron en 11 días. La población indígena se quedó sin atención tras los cortes del programa Más Médicos (de 372 médicos registrados para tierras indígenas, 301 fueron echados por el gobierno de Bolsonaro).

Además, esta gestión de extrema derecha acabó con el Ministerio de Cultura, hizo cortes profundos en los presupuestos de Educación y Salud, flexibilizó la tenecia de armas de fuego, entre otros retrocesos en la historia del líder económico de América Latina.

En el evento de este martes, el secretario Adalberto Santos de Vasconcelos, posiblemente, evitará tratar estos y otros retrocesos perpetrados en los últimos meses. Tampoco deberá contar que, hace pocas semanas, Brasil dejó por primera vez la lista de los 25 países más fiables para invertir, según la consultora A.T. Kearney.

El ambiente actual en Brasil es de inseguridad en todos los ámbitos, promovido por un gobierno que, repetidamente, fomenta la violencia, principalmente la institucional, contra la población más desfavorecida y contra el medio ambiente. Estrechar los lazos con Bolsonaro y su gobierno, más que un riesgo, es una irresponsabilidad.

Por todo ello, manifestamos nuestro repudio a la realización de este evento. Siguiendo el ejemplo del Museo de Historia Natural de Nueva York, que rehusó acoger un evento en el que Bolsonaro sería homenajeado, Casa América, que es un consorcio público, no debería pactar con la promoción de un gobierno de extrema derecha, es incompatible con los valores democráticos que deberían regir todas las instituciones públicas en España.

Barcelona, 3 de junio del 2019

Mulheres Brasileiras Contra o Fascismo (Bcn) 

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Todxs Unidos pela Educação #30M. BCN 30/05/2019
#Dia30VaiSerMaior Nos unimos a más colectivos en Barcelona para luchar por la Educación en Brasil.
El 15 de mayo, cientos de miles de estudiantes y maestr@s tomaron las calles de las principales ciudades de todos los estados de Brasil para protestar contra la decisión del gobierno de extrema derecha de Bolsonaro de recortar el 30% de los fondos para la educación pública. El impacto de su acción irresponsable sería devastador en las escuelas primarias y en las universidades de todo el país.
Desde antes de su elección, Bolsonaro dijo que cambiaría el sistema educativo, que según él está imponiendo una ideología política ("Marxismo Cultural", concepto inexistente) al cubrir temas como el feminismo, la violencia contra las mujeres y la educación de género, Historia de África. Recientemente, anunció que las escuelas públicas ya no tendrán cátedras como Sociología y Filosofía, según él, carreras inútiles, y parte de una trama de "Marxismo Cultural".
La verdadera intención del actual presidente neofascista de Brasil es difundir la ignorancia y controlar a las masas. También ha militarizado las escuelas primarias públicas; en muchas de ellas, incluso l@s niñ@s estaban obligad@s a cantar las canciones de su campaña presidencial. Bolsonaro y su gobierno niegan el cambio climático y han dicho que las universidades públicas brasileñas no realizan investigaciones relevantes ni cualquier tipo de contribución académica, todo eso dicho por un gobierno con ministros que defienden la teoría del terraplanismo. Bolsonaro acaba de llamar "idiotas" e "imbéciles" a l@s estudiantes y al cuerpo docente que protestaron contra los recortes en la educación.
Esas son solo algunas de las razones que exponen la falta de conocimiento de Bolsonaro y su gobierno, y las claras intenciones de destruir el sistema educativo de Brasil, que fue mejorado significativamente por los gobiernos progresistas anteriores.
El 30 de mayo nos uniremos a estudiantes y maestro@ en todo Brasil y lucharemos por el futuro del país más grande de América Latina. ¡Únete a nosotr@s!
Pl. Sant Jaume, 30 mayo, 19:30h


Mais sobre o Ciclo de Mulheres do Brasil 24/05/2019

A Capoeira é um ambiente de desenvolvimento interativo onde a troca de informações é uma das principais ferramentas em busca do aprendizado e saber.
Mestra Ana Sabiá, obrigada por compartilhar com nós!
Obrigada mestre Boca Rica Ricardo Corsi por permitir essa troca em seu Ilê.
👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿
Obrigada a tod@s!
Gratidão é a palavra que define 🌻🤸🏿‍♂️🤸🏿‍♂️🤸🏿‍♂️🌻








Mesa redonda com ao Jean Wyllys 22/05/2019

Hoje tivemos o privilégio e prazer em ouvir este querido ex-deputado hoje ativista em plena praça pública aqui em Barcelona. 
Jean falou um pouco sobre as lutas dos movimentos lgbts no Brasil, junto com a luta antifascista, antirracista e feminista. 
Disse que nós da esquerda do mundo temos que nos unir e nos articular assim como a extrema direita vem se articulando e ganhando espaço, mas ainda acredita que nós, pessoas a favor do direitos humanos somos maioria no mundo. Recordou também que vivemos mais de 350 anos de escravidão em nosso país e não podemos esquecer jamais disso e de todo os resquícios que vivemos até hoje. Foi uma fala rápida, mas muito representativa! Claro que não deixou de falar do assassinato de Marielle Franco e todo seu significado, como ele mesmo disse, no mesmo dia da execução de Marielle Franco o povo estava em massa nas ruas, pois ela representava o povo.
Valeu @jeanwyllys_real 
Até a próxima!

Mesa redonda com a Mônica Benício 15/05/2019

Mesa composta por grandes guerreiras!
@_maria_dantas_  @monicaterezabenicio
Uma papo necessário!
Resistiremos! 💪🏾✊🏿
#mariellefranco #mariellevive #mariellepresente #justiçaparamarielle #quemmatoumarielle
#quemandoumatarmarielle #somostodossementes 
#somosresistencia








Ciclos Mujeres de Brasil 20/05/2019
Parabéns a nossa Maravilhosa companheira!
Ciclos de Intercambios culturales Mujeres de Brasil
I CICLO: ‘Eu sou porque nós somos”- Los saberes culturales pasado de mujer a mujer
Somos 50,85% de la población brasileña.
Somos el gênero responsable por mayor parte de la manutención económica de nuestro país.
Somos emprendedoras, somos madres solteras.
Somos la que tienen más formación académica.
Somos las que más transmite nuestras culturas y valores.
Somos hijas, amigas, hermanas y compañeras....
Somos mujeres de Brasil.
Brasil es un país de “Brasis”*. Su grandiosa extensión abarca grandes riquezas culturales.
Resistimos a las colonias,, al intento de exterminio de los nativos indígenas y somos la herencia de la diáspora africana en la explotación de nuestras tierras.
Pero somos resilientes, y a partir de nuestra história, recreamos vida y memória.
Y por eso, gustaríamos compartir nuestra riqueza humana a partir de la vivência femenina de nuestro país.
*Brasis es un término utilizado en Brasil para justificar la diversidad socio-etnica y cultural en toda su extensión
Nuestra propuesta es hacer ciclos de circuito de actividades culturales brasileñas para fomentar la troca de saberes y valorar la mujer brasileña que migra y trae sus experiências en el bagage.
Las actividades de los eventos serán direccionados a todas las mujeres y jóvenes migrantes, racializadas y nacionales y con afán de conocer el Brasil desde una mirada femenina. Todos y todas están invitados a participar.
CRONOLOGIA
- Dia 20/05- lunes
18:00hs Apertura: I Ciclo Mulheres do Brasil
- 18:00- 18:30h Presentación del proyecto (Mariana Olisa- Afrofeministas) y dinámica de conocimiento: Eu sou porque nós somos (Dai Sombra )
- 18:30- 19:15h "Si no puedo bailar, no es mi revolución" - Marta Orsini
- 19:15- 20:00h: Charla + dinámica de grupo: El poder de la comunicación entre nosotras y el mundo- Patrícia Cassemiro y Rejane Modesto
- 20:30 Encerramento 🌻 🌻 🌻 🌻 🌻 🌻
- Dia 21/05- martes
- 18:00- 18:45h Charla: Autonomia y protagonismo de la mujer durante la gestación y el parto - Indira Visnu y Gabi Torrezani
- 18:45- 19:30h Charla: Empreendedorismo, adaptación y transformación - Michely Branco
- 19:30- 20:15h Batuques de mujer- Ana Venerando
- 21:00 Encerramento 🌻🌻🌻🌻🌻🌻
- Dia 22/05- miércoles
- 18:00- 18:45h: Charla: Mujeres de la Senzala, la mujer en la capoeira - Ana Sabiá
- 18:45- 20:00: Taller de capoeira para iniciantes -Mestra Ana Sabiá
- 20:00- 20:30h presentaciones finales y reflexión de vivencia grupal
- 20:30h Encerramento 🌻🌻🌻🌻🌻🌻






Hemos tenido una tarde de debate, el 07/05/2019   🙋🏽‍♀️🙋🏿‍♀️
"En la sociedad actual la palabra humano está más relacionada con la especie científica que con su etimología social. 
Humano y humanidad ya no son sinónimos, y para acercar esos dos conceptos hace falta más empatía, más sencillez, más altruísmo, más respeto, más generosidad... Hace falta rellenar la palabra con más significado de la palabra amor!" (Sombra Senzala - Dai)



Homenageando Marielle, brasileira é eleita para Parlamento Espanhol 28/04/2019

Parabéns a nossa Maravilhosa companheira!
Temos o orgulho de divulgar que foi eleita a primeira Brasileira como Deputada Federal ao Parlamento Espanhol. Nordestina, militante, jurista, feminista, anti-fascista, anti-racista, anti-lgbtfobia, em favor dos direitos humanos! Uma inspiradora companheira de muitas lutas, que seguirá nos representando, como mulheres/brasileiras/imigrantes, contra os preconceitos, retrocessos e perdas de direitos, por mais justiça e igualdade.
"Meu primeiro recado a ele (Bolsonaro) é que Marielle vive", disse. "Além disso, vou dar visibilidade às suas atrocidades", prometeu a brasileira, que promete ações em toda a Europa para "expôr o caráter racista e homofóbico" do governo."
Obrigada Maria Dantas
Anti-racista
Anti-fascista
Anti-lgbtfobia
Homenageando Marielle, brasileira é eleita para Parlamento Espanhol 

Feixisme i Neofeixisme: Donem una resposta des del feminisme

Quinta-feira, 25 de abril, às 19:30 estaremos falando de luta feminista antifascista.
Outra tarde deliciosa com mulheres que lutam, todos os dias, por um mundo mais equilibrado: Laia Serra, advogada especializada em Direitos Humanos; Lissete Fernández, do Sindicato de Trabajadoras del Hogar y de Cuidado - Sindillar; Raquel Poveda, do grupo de apoio da plataforma antifascista da UAB, e a jornalista Marta Orsini, representando as Mulheres Brasileiras contra o Fascismo. Desta vez, a conferência foi ao ar livre, na plaça Fort Pienc, o que foi ótimo, já que via o público crescer cada vez mais. 
Obrigada pelo convite, foi um prazer! #BrasilSemFascismo #SomosResistencia



Marielle virou semente e brotou em toda parte do mundo. Marielle Presente! Sempre!

Marielle virou semente e brotou em toda parte do mundo. Marielle Presente! Sempre!
Uma homenagem do movimento Mulheres da Resistência no Exterior a nossa companheira Marielle Franco.

Per una República Feminista i Descolonial 11/04/2019


Amb aquest espai volem posar sobre la taula les següents qüestions:
Com construir una governança que sigui feminista i descolonial? Com superar l’autoritarisme en el cos polític? Com tenir una representació constitucional lliure de llegats monàrquics? Com evitar que ens contextos democràtics el feixisme i el racisme no siguin legitimats? Hi ha una altra manera de construir l’Estat que no sigui heteropatriarcal, vertical i instrument de les hegemonies econòmiques colonials? Que vol dir reconeixement de ciutadania? Què significa defensar i garantir l’interès públic en relació a la justícia, la igualtat, la convivència? Hem de tornar la pràctica del govern del poble o fer prevaler la pràctica de la democràcia representativa? La separació de poders tal com està constituïda podria canviar-se? Es urgent problematitzar la concepció de pàtria, estat, nació i democràcia des de la crítica feminista descolonial.



Primera presentació del nou llibre, El antifascismo del 99%: La lucha unitaria contra el racismo y la extrema derecha, per en David Karvala.
Dimarts 2 d’abril, 19h.
La Torna, Sant Pere Màrtir 37, Gràcia
Intervindran:
Fatou Faye Secka, portaveu d’UCFR i autora del pròleg
Maria Dantas, Brasileiras contra o fascismo.
Marina Morante, activista d’UCFR i militant de Marx21
David Karvala, autor del llibre i militant de Marx21
Esdeveniment a Facebook.
L’extrema dreta creix per gairebé tot el món.
Les reaccions més esteses són la indiferència o el pànic.
Aquest llibre defensa la necessitat i la possibilitat de derrotar l’extrema dreta, mitjançant la lluita unitària.
Consisteix en una sèrie de textos que es van escriure com contribucions a debats reals als moviments. Van des l’anàlisi històrica fins a textos actuals sobre l’amenaça de Vox. També tracten la controvèrsia sobre la relació entre classe social i opressions.
L’eix central és que hem d’aprendre dels errors i els encerts del passat per poder guanyar avui.
Detalls del llibre:
David Karvala, El antifascismo del 99%: La lucha unitaria contra el racismo y la extrema derecha. Ediciones La Tempestad, març de 2019. 320pp..



Acto de homenaje MARIELLE VIVE!  

Dia 14 jueves, 19h: Acto de homenaje. Capoeira + Música + Lectura de manifesto + parlamento de activistas pro ddhh.
Lugar: Plaça de la Gardunya
Detrás da Boqueria, Raval - Barcelona
(La Massana - antiga Tancada Migante)
Os esperamos! #MariellePresente #SomosSemente.

#Brasil64NuncaMais 
Ato de repúdio às medidas adotadas pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de determinar que as Forças Armadas comemorem  o golpe militar de 1964, que manteve a ditadura no nosso país.

Denunciamos que os assassinos, os torturadores da ditadura brasileira estão morrendo por velhice e de pijama, pois a Lei da Anistia de 1979 deixou os militares livres de punição, mesmo com as provas irrefutáveis dos crimes cometidos de então.


Bolsonaro e o seu governo negam o golpe militar, que originou a ditadura no Brasil. É um governo nostálgico da ditadura, composto por quase 30 militares reformados.


Mesmo que a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Poder Judiciário tenham declarado o seu desacordo com dita medida presidencial, pensamos que a sociedade civil organizada, no nosso caso, o movimento feminista de resistência na diáspora, temos o dever de ir às ruas, denunciar e explicar ao mundo os absurdos desse governo.


Brasileiras Contra o Fascismo (Bcn)  



#23MStopVOX Marxa internacional contra a extrema-direita 

Um momento chave na luta unitária contra a extrema direita e o fascismo no mundo inteiro. A manifestação do fia 23 de Março em Barcelona, dentro de uma ação mundial, foi a resposta de um imenso grupo unitário na ação de uma diversidade grandíssima de pessoas da Catalunha. Foi um ímpeto inspirador do tipo de unidade, luta e solidariedade que são necessárias para vencer os racistas, os fascistas e os plutocratas, para por fim à violência diária contra os oprimidos, e para promover uma alteração social revolucionária.

Eu sou porque nós somos! 🖤✊🏿

As mulheres vamos acabar com o fascismo.
Mulheres diversas por nós, por todas nós, pelo Bem Viver, em luta contra o machismo, o racismo e todas as violências que emanam do fascismo. Teve muito UBUNTU na manifestação antifascista e antirracista #23MStopVOX em Barcelona.

Na verdade, essa manifestação serve de empurrão, mas o trabalho está nas ruas, nos lugares de trabalho, nas escolas, universidads, bares, etc. Trabalho de incidência e de sensibilização contra a extrema direita. 


O fascismo, a extrema direita se combate com unidade de forças. Não há um só segmento social ou uma só pauta que jamais tenha conseguido acabar, SOZINHO, com a lacra da extrema direita no mundo, por isso é tão necessária unidade contra o fascismo e o racismo.


A nossa pauta é ampla, antifascista, antimachista, antirracista, antilgtbifobia, direitos humanos (aqui entram temas Marielle, população subaltenizada, Lula, ...), não é pauta pro partido algum, é suprapartidista.


Faz falta união de forças, frente amplo.


#SomosResistencia 

#BrasilSemFascismo 
#StopVOX  #BastaDeOdio 
UnidadeContraoFascismoeoRacismo
#SomosResistencia #BrasilSemFascismo 

(Texto livre e uma parte fomos inspiradas nos textos de ODiário, durante os protestos anti neonazis de Charlottesville). 



#8M2019 Marxa de les Dones - Diada Internacional de la Dona


Marcha de las mujeres contra el fascismo. Salimos de las calles de Barcelona el 8 de marzo contra la extrema derecha violencia, la retirada de los derechos de la clase obrera, la creciente fascización de Brasil y reclamamos a Marielle franco como representante de las luchas sociales por un mejor Brasil.


Jornada estatal UCFR "Paremos a VOX, paremos a la extrema derecha" Barcelona, 26/01/19

La extrema derecha es un creciente peligro en toda Europa, de hecho, en todo el mundo. Tiene cada vez más presencia en las instituciones...La extrema derecha es un creciente peligro en toda Europa, de hecho, en todo el mundo. Tiene cada vez más presencia en las instituciones. La unidad supone centrarnos en lo que compartimos y dejar al margen los temas que nos dividen; esto no implica olvidarlos, ni que desaparezcan, simplemente se pueden y deben trabajar en otros espacios.





Jornada Internacional Contra la Criminalització del Dret a la Protesta Barcelona, 22/01/19
Los derechos se defienden ejerciéndolos
El IDHC coorganiza junto con el Observatorio DESC, iridio, NovAct y EntrePueblos la primera Jornada Internacional Contra la Criminalización del Derecho a la Protesta.
16: 00h-17: 30h | Estados de excepción y perspectiva internacional de los nuevos populismos de derechas. Afectaciones en derechos y libertades
Ivan Serrano, profesor de Ciencia Política en la UOC especializado en teoría política, partidos políticos y nacionalismo.
Maria Dantas, jurista y activista social brasileña
Albert Elfa, director de documentales en el programa Sense Ficció, de TV3. El último trabajo ha sido "Libertades encarcelada".
ÖzgürGünes, cooperativista y activista turca.
Modera: Isabel Galí, vocal de la JUNTADE del Instituto de Derechos Humanos de Cataluña.


Women's Wave Barcelona, 19/01/19 
Participamos do #WomensWave, que aconteceu sábado, 19 de janeiro, em muitas partes do mundo. Fizemos tres discursos sobre a situação das mulheres no governo Bolsonaro.
Vários coletivos feministas da Catalunha participaram desse evento tão importante das Women's March Barcelona.
Foto hecha del video grabado in situ

Posse alternativa da Presidência do Brasil - #MarielleFranco Presente! (Barcelona), 01/01/18
Las Mujeres Brasileñas en Barcelona contra el Fascismo (MBCF) realizaremos una performance de toma de posesión (alternativa) de la Presidencia de Brasil.
El día 1 de enero del 2019 un nuevo gobierno se iniciará en Brasil de la mano de la extrema derecha con discurso fascista de Jair Bolsonaro.
Mucho está en juego. La democracia, las instituciones republicanas, las mujeres, la gente negra, los pueblos originarios, las personas lgtbi, la libertad de expresión, entre otras. Es preciso estar atentas y fuertes para formar um frente amplio, unitario, una real resistencia contra la fascización de Brasil.
Aquí estamos las mujeres! Os esperamos!



Ato - Marielle Franco muy presente en Barcelona, 28/12/18




Encuentro con la activista Mônica Benício, parella de la Marielle Franco, en su ponencia en las jornadas Feministes i Diversxs: resistència LGTBI de CCOO (Barcelona), 14/12/18



Encuentro con la filósofa Djamila Ribeiro en #Cities4Rights (Barcelona), 11/12/18

Ayuntamiento. El encuentro “Cities for Rights” reunirá a representantes de todo el mundo que plantan cara a la extrema derecha.




Jornada Ideas para cambiar el mundo. AMÉRICA LATINA: ¿Qué les pasó a los gobiernos de izquierda? (Barcelona), 01/12/18
DEL ANTICAPITALISMO A LA REVOLUCIÓN – JORNADAS DE MARX21, 07-08/12/18
Ideas para cambiar el mundo · Jornadas de Marx21
En esta sesión hablaremos de la situación actual en diversos países clave de América latina, con análisis de los errores cometidos e ideas para superarlos.
Viernes 7 y sábado 8 de diciembre de 2018
América latina: ¿qué les pasó a los gobiernos de izquierdas? – sábado 8/12/18, 17.00-18.30h
Ponentes
María Dantas (activista brasileña y militante de Marx21, Barcelona)
Bárbara Teruggi (activista argentina, Barcelona)
Yerling Aguilera (activista de la Caravana de Solidaridad Internacional con Nicaragua y de la Articulación de Movimientos Sociales de Nicaragua)
Anna Alcalà (activista en solidaridad con Nicaragua, sindicalista, Girona)
Andrew Nicoll (Marx21, Sant Feliu de Guíxols)




Jornada SETEM (Barcelona), 01/12/18 "Repressió i resistències a Llatinoamèrica"





L'ascens mundial de la ultradreta (Barcelona), 27/11/18

El ascenso mundial de la ultra derecha
Ven a escuchar y participar esta interesante charla organizada por el Ateneo Popular Cerdà con dos activistas.
Hablaremos poniendo especial énfasis en la situación de Europa y Brasil.
- ¿Cuál es la situación de la ultra derecha en Europa.
- La ultra derecha es una opción real de cara a las elecciones europeas?
- Donde gobiernan y qué políticas hacen.
- ¿Cómo está combatiendo la izquierda a la ultra derecha.
- ¿Cómo surge y cómo coge fuerza la opción Bolsonaro en Brasil.
- Hay una injerencia de la Justicia en la política brasileña?
- ¿Quién se Bolsonaro y como acaba llegando al poder.
- Futuro? ¿En qué situación queda la izquierda en Brasil.



La lluita contra el feixisme - La resistència brasilenya (Barcelona), 27/11/18

El próximo martes 27 tendremos la oportunidad de charlar con Sonia Lucio y Rodrigo De Sousa, ambos miembros del PSOL, que han participado en varios sindicatos, la manifestación feminista #EleNao y que estarán de gira por europa las próximas semanas denunciando el fascismo del nuevo presidente brasileño Bolsonaro.




Manifestación feminista del #25N (Barcelona), 25/11/18
Movilizaciones 2018 #25Noviembre Dia Internacional Por la Eliminación de las Violencias hacia las Mujeres




Participación en el debate de marx21 "Brasil, després de les eleccios" (Barcelona), 03/11/18

La victoria electoral de Bolsonaro es una noticia terrible para las mujeres, la gente negra, la gente LGBT, la gente trabajadora ... todos menos el 1% más rico que se beneficiará de sus políticas.
No sólo en Brasil, es evidente que la extrema derecha gana fuerza. Como ha ocurrido esto en un continente donde hace pocos años la izquierda parecía hegemónica?
Como se puede responder a esta amenaza, en Brasil y aquí?



Picnic Antifascista // Gastropolítica en solidaridad con Brasil (Barcelona), 28/10/18

PICNIC ANTIFASCISTA // Gastropolitica en solidariedad a Brasil. 
EVENTO MULTITUDINARIO
Vejo que ta rolando um movimento muito lindo de querer se ver e compartilhar desejos e afetos nesse momento de luta! O tempo melhorou, mas talvez não para um Picnic...Vamos fazer o seguinte: CONCENTRAÇÃO 17h!
Concentração/esquenta no Correto do Parc de la Ciutadella
Levamos instrumentos, levamos cartazes, vinho, cerveja, bambolê e de lá vemos o que fazer! Romaria, caminhada, peregrinação para um bar, vamos vendo! O que importa é estamos juntxs!!

Les dones brasileres sortirem per segona vegada a dir NO a les violències de la ultradreta amb discurs feixista, al Brasil.

#EleNão pot guanyar les eleccions, perquè és racista, masclista, fa apologia de la violació i de matar a la gent lgtbi, del genocidi del poble afrodescendent i dels pobles originaris, perquè vol armar amb pistoles la població, perquè vol afusellar l'esquerra, perquè anima amb el seu discurs a neonazis i matons a matar i agredir les persones.

I si això encara no és motiu per a no votar en #EleNão Bolsonaro, el seu programa de govern és ultraneoliberal, fet per millorar les condicions econòmiques del només 5% de la població del Brasil. Desperta, Brasil! 

Veniu amb nosaltres, les dones brasileres, el dia 20, a lluitar per un #BrasilSemFascismo



Concentración de las Mulheres Contra Bolsonaro #elenão (Barcelona), 29/09/18

El 7 de octubre habrá elecciones para la presidencia de Brasil. Nuestro país pasa momentos muy delicados con verdaderas amenazas a la libertad ya la democracia.

Uno de los candidatos a la presidencia de la República, uno de los favoritos para gobernar el país durante los próximos cuatro años, es un ex soldado del Ejército y defensor claro de la dictadura y la tortura.

Este caballero, capitán Jair Mesias Bolsonaro es un ciudadano homofóbico, racista y misógino, que incita el odio y los neonazis entre sus seguidores, y que tiene un discurso fascista.

Sus propuestas gubernamentales van contra las minorías y no garantizan la protección de las mujeres, especialmente en relación a:

• derechos laborales: en Brasil, las mujeres reciben un 30% menos que un hombre que ejerce la misma función,

• seguridad - no cree que haya "feminicidio" en Brasil, una mujer es asesinada cada 2 horas.

• Salud pública: contra la despenalización del aborto

Con todo eso, debemos añadir sus discursos misóginos, que creemos que nadie debería hacer, mucho menos un candidato a la presidencia de la República.

Ante esta aberración, más de 2 millones de mujeres se adhieren a las redes sociales y organizamos diversas manifestaciones contra ese candidato.

Este evento tendrá lugar en todo el mundo, el 29 de septiembre.

Nosotros, las mujeres brasileñas que vivimos en Barcelona, ​​también haremos una manifestación contra este "Señor" con nuestras compatriotas en Brasil y en otros países. Creemos que el mantenimiento de una posición contra nuestro país es peligroso por sus ideas de extrema violencia.

29 de septiembre de 2018 a las 17:00, en la Plaça Sant Jaume.

¡Gracias por su atención!

Mujeres brasileñas en Barcelona contra el Bolsonaro.



Mesmo longe, lutamos pelo Brasil

Um breve relato sobre a manifestação "Lute pela Amazônia" realizada em Barcelona no dia 7 de setembro pelo grupo de mulheres bras...